Solocria de portas abertas: turma de Agronomia da Faculdade de Anicuns conhece as etapas da análise de solo
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O engenheiro agrônomo e analista de mercado conecta o impacto dos conflitos e do clima diretamente ao que o produtor sente no bolso. Para enfrentar esse cenário, ele reforça a relevância de uma visão estratégica e cautelosa, e como a análise laboratorial se torna uma aliada importante
O custo para produzir subiu. O fertilizante, que representa hoje a maior parte do investimento para se produzir, ficou caro por causa de conflitos lá fora, e o clima deste segundo semestre ainda guarda incertezas, temas que já trouxemos no blog da Solocria.
O produtor que entra na safra sem saber o que o seu solo precisa corre um risco adicional: pode aplicar insumo demais onde não precisa, aplicar de menos onde faz falta, ou ainda comprar produto que não entrega o que promete.
Para falar sobre esse cenário, a Solocria conversou com Ronaty Makuko, engenheiro agrônomo, palestrante e analista de mercado reconhecido no agro brasileiro por suas análises sobre soja, milho e pecuária de corte.
Ronaty é conhecido por analisar números complexos do mercado e traduzir em orientações que chegam direto ao produtor. O que ele trouxe nessa conversa liga o que acontece no mundo com o que o produtor sente dentro da porteira.
Para entender por que o diagnóstico de solo ficou ainda mais importante, temos que entender o peso que o fertilizante tem no custo de produção.
“Quando se fala de fertilizante, a gente tá falando de custo para plantar. Hoje o fertilizante representa 30% do investimento necessário para plantar um hectare de soja. Por que eu digo investimento? Porque não dá para produzir soja e milho sem colocar fertilizantes”, afirma Ronaty.
Quando um insumo responde por quase um terço do custo total da lavoura, aplicar a dose errada pesa muito no resultado.
Aplicar mais do que o solo precisa é jogar dinheiro fora. Aplicar menos do que precisa compromete a produtividade.
O resultado da análise de solo nos aponta com precisão quanto aplicar e onde é possível economizar sem perder rendimento.
O encarecimento dos fertilizantes não surgiu do nada. Ronaty explicou a cadeia que liga guerras internacionais ao custo que o produtor paga no balcão:
“O cenário de guerra acabou puxando os preços para cima. Esse impacto bateu forte nos fosfatados, por conta da alta do enxofre. Os nitrogenados também subiram, acompanhando o movimento da ureia, já que boa parte desse adubo precisa passar lá pelo Estreito de Ormuz para abastecer o mercado internacional.”
A janela de compra do produtor brasileiro vai de abril a julho. Com os preços altos nesse período e sem perspectiva de queda, muitos produtores compraram menos insumo.
Segundo Ronaty, isso segurou a oferta de grãos e ajudou os preços da soja e do milho a subirem:
“A soja subiu em torno de 25 reais. Nós estamos falando de hoje uma soja de 152 reais base/porto. E o milho subiu, e a tendência é que suba pelo menos 15.”
Quem planeja bem e conhece o custo real da produção consegue aproveitar quando o mercado tem altas como essa.
Quando o insumo fica com preço alto, o mercado informal também desponta. É aí que aumentam os riscos de se adquirir produto empedrado por mau armazenamento, com concentrações abaixo do que o rótulo indica, ou adulterações que o olho não pega.
Tudo isso circula com mais frequência no mercado quando o produtor está tentando economizar e a demanda está pressionada.
Se o produto não entregar os nutrientes prometidos, a lavoura não expressa seu potencial produtivo, e o produtor só descobre isso na colheita, quando já não dá para mudar nada.
A análise de fertilizantes no laboratório resolve esse ponto antes do plantio: confirma se o produto comprado entrega o que foi pago.
Apesar do El Niño significar perdas em várias culturas, Ronaty também analisou o que o fenômeno climático pode trazer um impacto positivo para o mercado:
“O El Niño deve trazer uma oferta menor de soja e de milho. Se a gente olhar o histórico, a gente tem uma quebra de safra no milho e na soja, quando a gente olha pro El Niño.”
Ou seja, aqueles agricultores que conseguiram manter sua produção normal (ou tiveram perdas mínimas) lucram muito mais, pois vendem seus produtos por preços mais altos.
Ronaty também trouxe para a conversa uma visão sobre o impacto do El Niño na pecuária brasileira. Como o próprio analista mostrou, a dependência da qualidade do pasto é grande:
“Hoje pelo menos 77% a 80% do nosso animal é proveniente do pasto. Os animais em confinamento representam apenas 20% a 23% do nosso plantel abatido. Então é bem pequeno.”
Chuvas mal distribuídas prejudicam o pasto e a oferta de muitos insumos importantes para a dieta bovina. Com o pasto fraco, a capacidade de suporte cai, a oferta de animais diminui e o preço da arroba sobe. Para o pecuarista que consegue manter a pastagem produtiva nesse período, esse cenário também representa uma janela de preços melhores.
E manter o pasto produtivo começa pelo solo. Por meio da correção da acidez, pelo equilíbrio dos nutrientes e pela condição que permite que a forrageira crie raiz funda e resista à seca.
“Estamos numa tendência de alta do preço e o pecuarista deve aproveitar isso, olhando para o solo e para o clima.”
O cenário que Ronaty descreveu tem uma resposta para o produtor: quem entra na safra com dados confiáveis sobre o seu solo e sobre os produtos que aplica toma decisões com mais segurança e gasta melhor o dinheiro que tem disponível.
A análise de solo da Solocria mostra a fertilidade do terreno, o que precisa ser corrigido e o que cada lavoura ou pastagem precisa para responder bem ao investimento em fertilizantes.
A Solocria Laboratório Agropecuário realiza análises de solo, de fertilizantes e foliares, e muitas outras, para garantir um manejo completo da sua produção. Entre em contato e solicite o seu diagnóstico antes de iniciar a safra.
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