Dos ingredientes ao cocho: o papel da análise de rações no manejo nutricional da propriedade

Avaliar a ração do seu rebanho é um passo essencial para dosar a mistura na medida certa. Essa prática garante o aproveitamento total do alimento fornecido e evita desperdícios na produção

Dos ingredientes ao cocho: o papel da análise de rações no manejo nutricional da propriedade

Você sabe qual é o caminho que as rações dos seus animais percorrem, desde a fábrica até chegar ao cocho do seu rebanho? 

Para saber se a qualidade das rações atendem aos padrões de qualidade e contribuem com o seu rendimento, é importante conhecer a composição da ração que chega à sua propriedade. 

Afinal, a composição até pode ser planejada com os valores nutricionais exatos, mas a qualidade dos ingredientes pode variar de um lote para o outro, alterando o resultado do alimento pronto. 

É aí que entra a Análise de Rações: ela identifica essas variações e aponta o melhor caminho para evitar perdas de rendimento e desperdício na sua produção.

“A análise de rações é fundamental porque permite conhecer a composição nutricional real do alimento fornecido aos animais”, explica Vinícius Daiagro, engenheiro agrônomo da Solocria. 

Com essa informação, o produtor pode conferir se a ração está de acordo com o que foi previsto e conversar com os profissionais responsáveis pelo manejo sobre ajustes, se for necessário.

O que a análise de rações mostra ao produtor

A composição do milho, do farelo de soja e de outros ingredientes pode variar por causa do clima, da colheita, do processamento e do armazenamento. 

“Quando essas diferenças não são consideradas, a ração final pode apresentar uma composição diferente da planejada”, alerta Vinícius.

Se a dieta fornecer energia, proteína, fibras ou minerais em quantidade diferente da necessária, o desempenho dos animais pode ser afetado. 

Em bovinos de corte, isso pode aparecer como menor ganho de peso ou pior aproveitamento do alimento. Em vacas leiteiras, pode haver queda na produção ou mudança na composição do leite. 

O resultado depende do nutriente em falta ou em excesso e das condições de manejo. Por isso, a análise ajuda a investigar o que está acontecendo, mas deve ser avaliada junto com outras informações da propriedade.

Conforme os parâmetros escolhidos, o laudo pode informar as quantidades de “proteína bruta, que é importante para avaliar o aporte nitrogenado; fibras, que ajudam na caracterização fibrosa do alimento; e umidade, que permite conhecer a quantidade de água presente e calcular os nutrientes com base na matéria seca”, cita Vinícius. 

Cada item é medido por um método próprio. E para que o resultado represente bem a composição do alimento, a amostra também precisa ser coletada corretamente. 

Como resume o especialista, “não basta fornecer uma ração em quantidade suficiente”: é preciso conhecer sua qualidade nutricional e compará-la com as necessidades dos animais.

Dados e informações que ajudam na decisão dentro da porteira

Com os resultados em mãos, o produtor pode comparar a composição da ração com os valores esperados e avaliar se precisa rever a formulação. 

“A análise também ajuda a comparar fornecedores e lotes, considerando não apenas o preço por tonelada, mas o custo dos nutrientes efetivamente fornecidos”, explica Vinícius. 

Assim, a sua decisão passa a considerar o que o alimento realmente oferece, e não somente o preço. A análise entrega as informações certas para que o produtor e os técnicos avaliem melhor as opções disponíveis.

Também é possível analisar os ingredientes separadamente ou a ração já misturada. A análise dos ingredientes mostra a qualidade de cada matéria-prima antes de ela entrar na dieta. 

“Analisar os ingredientes individualmente ajuda o produtor a ajustar as proporções da formulação. Enquanto analisar a ração pronta permite conferir o resultado final da mistura”, explica o agrônomo.

Em muitas propriedades, os animais recebem outros alimentos além da ração, como pastagem, silagem e suplemento mineral. Então, se apenas o concentrado for analisado, parte da alimentação fica de fora da avaliação. 

Por isso, “a análise de rações pode e, em muitos casos, deve ser combinada com a avaliação dos demais componentes da dieta”, diz Vinícius. Conhecer esses alimentos em conjunto ajuda a entender melhor a dieta e a investigar mudanças no rendimento.

Uma boa amostra faz parte do processo

Para uma boa análise, Vinícius detalha o que uma boa coleta feita por um especialista inclui:

– Pequenas porções retiradas de diferentes pontos do lote;

– Usar utensílios limpos e evitar escolher somente as partes que parecem melhores;

– Misturar bem as porções e colocar a amostra em uma embalagem limpa e resistente; 

– Identificar o tipo de alimento, o lote, a data da coleta e a propriedade;

– Durante todo o processo de coleta, deve-se evitar contaminação e exposição ao calor ou à umidade.

Com uma coleta adequada, o resultado pode servir de apoio para a conversa entre produtor, agrônomo, zootecnista ou médico-veterinário, conforme a necessidade da propriedade.

A Solocria Laboratório Agropecuário oferece análise de rações entre seus serviços laboratoriais. Assim que a amostra chega ao laboratório, ela é identificada e testada de acordo com o tipo de trato e o que o produtor precisa saber. 

Depois de tudo checado, os resultados viram um laudo, que ajuda a entender a real qualidade da ração e a acertar a dieta do rebanho.

“O principal objetivo é que o resultado seja visto como uma ferramenta para apoiar decisões mais seguras”, conclui Vinícius. 

Para saber mais sobre a análise de rações da Solocria e quais parâmetros podem ser avaliados na sua amostra, entre em contato com a equipe do laboratório.

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