A Copa do Mundo de 2026 começou e a Solocria entra em campo, do agro ao esporte
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No segundo semestre, as colheitas e o preparo da safra de inverno levam máquinas pesadas para o campo ao mesmo tempo. Sem um diagnóstico, a compactação do solo impede a entrada de água, encolhe as raízes e cobra um preço alto
Julho chegou com as lavouras em movimento. A colheita do milho safrinha avança em várias regiões, o café está sendo apanhado em boa parte do interior, e os tratores já começam a trabalhar o solo para as culturas de inverno.
Em alguns talhões, mais de um tipo de máquina passa pela mesma área em poucas semanas. E esse acúmulo de pressão sobre o solo pode causar um problema que se forma devagar, sem avisar, e que cobra o seu preço na produção.
A compactação do solo é um dos fatores que mais reduz a produtividade no campo brasileiro, e o segundo semestre é, por natureza, um período que você deve redobrar sua atenção. Igor de Castro, engenheiro agrônomo da Solocria, explica como o problema se forma:
“Você tendo uma circulação de veículos pesados em um solo que se encontra em uma situação suscetível, pode ocorrer a compactação do solo — o famoso ‘pé de grade’.”
O solo úmido e muito trabalhado não aguenta o peso de grandes máquinas agrícolas. A pressão constante cria uma placa dura de terra abaixo da superfície. Esse bloqueio impede a água de descer e sufoca as raízes das plantas. A lavoura até resiste, mas cresce fraca. O resultado é um prejuízo silencioso, que o produtor só descobre na hora de colher.
Uma análise química comum não consegue revelar a compactação. Para identificar o problema, a Solocria faz a análise física do solo, medindo a sua densidade real e aparente. O dado mais importante para esse diagnóstico é a porosidade total. Esse índice mostra, na prática, quanto espaço vazio existe entre as partículas de terra:
“Podemos fazer uma análise de densidade real e densidade aparente do solo, com a metodologia do anel volumétrico e do balão, para termos em mãos a análise de porosidade total. O resultado da porosidade total pode nos indicar uma compactação, o que impede a drenagem, o crescimento de raiz, a difusão de nutrientes, e todos os impactos que isso pode causar”, detalha Igor.
Segundo o especialista, quando os poros do solo ficam abaixo de um limite, a água para de infiltrar, o ar some e os nutrientes não chegam até as raízes. Ou seja, o solo deixou de funcionar para a lavoura.
Muitos produtores cuidam de milho e café ao mesmo tempo no segundo semestre, mas as duas culturas sentem a compactação do solo de formas bem diferentes. Igor de Castro detalha o que acontece com cada uma delas:
“O milho tem aquela raiz em formato de ‘cabeleira’ (fasciculada). Em solos compactados, as raízes não conseguem descer e ficam muito superficiais, o que pode fazer a planta tombar. Além disso, se houver um veranico, o prejuízo na produção é enorme, porque as raízes não conseguem buscar água e nutrientes no fundo do solo.”
O café exige ainda mais atenção a longo prazo. Como a planta fica no campo por anos, os danos causados pelo solo compactado se acumulam a cada safra, e o produtor muitas vezes só percebe o problema quando o estrago já é grave:
“No café, os sintomas podem ser silenciosos no início e muito severos no futuro, já que a planta se desenvolve mal por falta de água e nutrientes. A compactação pode entortar a raiz principal — o peão —, um defeito conhecido como ‘rabo de macaco’. A raiz desvia para o lado e a planta perde para sempre a capacidade de crescer para baixo, buscar nutrientes no subsolo ou alcançar as fontes de água.”
Um cafeeiro com a raiz principal torta carrega essa limitação pelo resto da vida. Adubar mais, irrigar ou fazer qualquer manejo na superfície não resolve o estrago que ficou escondido lá embaixo.
O El Niño está previsto para ganhar força neste segundo semestre de 2026, com chuvas mais irregulares e períodos de seca mais longos em várias regiões produtoras. Para quem já tem solo compactado, essa combinação é perigosa.
Uma pesquisa do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), campus Ibirubá, mostrou exatamente isso: solos compactados reduzem a infiltração de água e deixam as lavouras mais frágeis durante as secas.
No estudo, as áreas que passaram por descompactação chegaram a produzir quase 200 quilos por hectare a mais do que a média do experimento, além de grãos mais pesados. O estudo apontou ainda que a descompactação mecânica combinada com calagem fez o calcário chegar em camadas mais fundas do solo — algo que a aplicação superficial sozinha não alcança.
Igor de Castro explica por que as raízes são o ponto central nessa relação com o clima:
“Em condições ideais de física e química do solo, ocorre o aprofundamento das raízes. Esse é um dos fatores de sucesso de uma lavoura em períodos de estiagem.”
Uma raiz funda busca água em camadas que demoram mais para secar. Uma raiz rasa depende dos primeiros centímetros do solo e entra em estresse nos primeiros períodos sem chuva.
Quando o produtor percebe a compactação por conta própria, a reação natural é partir para a subsolagem. Mas a operação sem diagnóstico pode piorar o problema. Igor de Castro explica:
“Além de ser um processo trabalhoso, a subsolagem feita no momento errado pode piorar muito a situação. Vários são os fatores a serem analisados antes de uma operação como essa: textura do solo, umidade e até mesmo o planejamento das operações subsequentes. Não medir a umidade do perfil do solo antes é um erro comum. Fazer com o solo úmido piora a situação.”
O diagnóstico da compactação passa por três caminhos: a observação visual, a avaliação a campo e a análise laboratorial. Olhar o solo aberto, ver como a água se comporta depois de uma chuva e verificar a resistência do solo à penetração são os primeiros passos antes de qualquer intervenção. Com a profundidade da camada compactada identificada, o plano de ação fica mais claro:
“Após verificar a profundidade, define-se um plano de ação, que pode ser com escarificação, se for superficial, ou subsolador, se for mais profunda, além do uso de plantas como a Brachiaria ruziziensis, para proteger o solo e ajudar a mantê-lo descompactado.”
A análise física de solo da Solocria entra nessa etapa laboratorial, com metodologia que mede o grau de compactação, a textura e a porosidade total do solo. Com esses dados, dá para saber qual intervenção é necessária, em que profundidade e em qual momento do ano a operação pode ser feita sem risco.
Quem deixa o diagnóstico para depois pode entrar na safra seguinte sem saber o que está por baixo da superfície.
A Solocria Laboratório Agropecuário faz a análise física de solo para identificar a compactação e orientar o manejo certo para cada situação. Entre em contato e solicite o seu diagnóstico.
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